Débito e Crédito: O que são e como funcionam na contabilidade

Débito e Crédito são termos fundamentais em contabilidade. Representam as duas colunas principais em que as transacções financeiras são registadas nos livros de contabilidade. Estes termos são essenciais para manter um registo equilibrado e compreender a situação financeira de uma entidade. Descubra neste artigo como o Débito e o Crédito podem ajudá-lo a gerir as suas finanças!

1. O que são Débitos e Créditos na contabilidade?

O débito e o crédito são pilares essenciais da contabilidade financeira, e a sua correcta compreensão é crucial para registar adequadamente as transacções financeiras de qualquer entidade empresarial. Compreender estes princípios básicos de contabilidade é essencial para os empresários e empreendedores manterem uma gestão financeira óptima. O débito e o crédito continuam a ser conceitos centrais na contabilidade financeira e o seu domínio é essencial para qualquer pessoa envolvida na gestão de uma empresa.

Os Débitos documentam as transacções de entrada, enquanto os Créditos documentam as transacções de saída. Os lançamentos a débito são efectuados na coluna da esquerda e os lançamentos a crédito na coluna da direita. Um lançamento a débito é considerado um débito e um lançamento a crédito um crédito.

1.1 Débito

O termo “débito” vem do latim “debere”, que significa “dever” ou “dever”. No contexto contabilístico, o “débito” é um dos dois pilares fundamentais do sistema de escrituração por partidas dobradas, sendo o outro o “crédito”.

1.1.1 Localização nos registos contabilísticos

Nos registos contabilísticos, o “débito” está sempre localizado no lado esquerdo de uma conta. Quando falamos de “débito de uma conta”, estamos a falar de fazer um lançamento no lado do débito dessa conta.

  • Função nas transacções: O “débito” é utilizado para refletir aumentos em determinadas contas e diminuições noutras. Especificamente, é utilizado para registar:
    • Aumentos em contas de activos. Por exemplo, quando uma empresa compra maquinaria por dinheiro, a conta de maquinaria (um ativo) é debitada e a conta de caixa é creditada.
    • Aumentos nas contas de despesas. Se uma empresa incorre numa despesa, como salários, a conta de despesas com salários é debitada.
    • Diminuições nas contas de passivo. Quando uma dívida é paga, a conta de passivo correspondente é debitada, indicando uma redução na dívida.
    • Diminuições nas contas de rendimentos. Embora menos comum, pode haver situações em que uma receita previamente reconhecida precise de ser ajustada ou revertida .
  • Relação de crédito: No sistema de contabilidade por partidas dobradas, cada débito (débito) numa transação deve ser compensado por um crédito (crédito) de igual valor. Isto garante que a equação contabilística Ativo: Passivo + Capital próprio se mantém equilibrada .
  • Importância na contabilidade:
    • O “débito” é essencial para acompanhar e registar as alterações nas contas de uma entidade. Permite às empresas manter um registo detalhado das suas transacções e garantir que as suas demonstrações financeiras são exactas e completas.
    • Além disso, a utilização correcta do “débito” e da sua contrapartida, o “crédito”, garante o equilíbrio dos livros de contabilidade, o que é fundamental para a integridade e fiabilidade da informação financeira.


Em suma, o “débito” é um instrumento contabilístico fundamental que, juntamente com o “crédito”, permite às empresas registar, acompanhar e comunicar as suas operações financeiras de forma sistemática e estruturada. É essencial para manter a exatidão e a integridade dos registos financeiros e para fornecer informações financeiras fiáveis às partes interessadas da empresa.

1.2 Crédito

O termo “crédito” em contabilidade refere-se a uma das duas componentes essenciais do sistema de contabilidade por partidas dobradas, sendo a outra o “débito”.

1.2.1 Localização nos registos contabilísticos

Nos registos contabilísticos, o “crédito” está sempre localizado no lado direito de uma conta. Quando se menciona “creditar uma conta”, faz-se referência a um lançamento no lado do crédito dessa conta.

  • Função nas transacções
  • O “crédito” é utilizado para refletir aumentos em determinadas contas e diminuições noutras. Especificamente, é utilizado para registar:
    • Aumentos em contas de passivo. Por exemplo, quando uma empresa contrai um empréstimo, a conta do empréstimo (um passivo) é creditada.
    • Aumentos nas contas de capital. Se um proprietário investe mais dinheiro na empresa, a conta de capital do proprietário é creditada.
    • Aumentos nas contas de receitas. Quando as receitas, como as vendas, são reconhecidas, a conta de receitas de vendas é creditada.
    • Diminuições nas contas de activos. Ao pagar em dinheiro, a conta de caixa é creditada, indicando uma redução neste ativo.
    • Diminuições em contas de despesas. Embora menos comum, pode haver situações em que uma despesa previamente reconhecida precise de ser ajustada ou revertida .
  • Relação de Débito

No sistema de contabilidade por partidas dobradas, cada crédito (crédito) de uma transação deve ser equilibrado por um débito (débito) de igual valor. Isto garante que a equação contabilística Ativo: Passivo + Capital Próprio se mantém equilibrada.

  • Importância na contabilidade
    • A utilização correcta do “crédito”, juntamente com a sua contrapartida, o “débito”, garante o equilíbrio dos livros contabilísticos, o que é essencial para a integridade e fiabilidade da informação financeira.
    • O “crédito” é essencial para registar e acompanhar as alterações nas contas de uma entidade. Ajuda as empresas a manter um registo detalhado das suas transacções e garante que as suas demonstrações financeiras reflectem uma imagem verdadeira e apropriada da sua posição financeira.
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Em suma, a “coluna do crédito” é um instrumento contabilístico essencial que, em conjunto com a “coluna do débito”, permite às empresas registar, acompanhar e comunicar as suas transacções financeiras de forma coerente e estruturada. É essencial para manter a exatidão e a exaustividade dos registos financeiros e para fornecer informações financeiras fiáveis às partes interessadas da empresa.

1.3 Diferenças entre débito e crédito

Até agora, explorámos o significado de débitos e créditos e a forma como cada um tem um lugar fundamental nos livros de contabilidade. Vamos agora aprofundar as diferenças essenciais entre estes dois conceitos na contabilidade. Eis as principais diferenças entre eles:

  • De acordo com a natureza das contas:
    • A Débito estão as contas do ativo e da despesa, reflectindo o que a empresa adquire ou os recursos que são utilizados.
    • O lado do Crédito diz respeito às contas do passivo, do capital próprio e dos rendimentos, que representam as fontes de financiamento e o crescimento do capital.
  • De acordo com as transacções:
    • O Débito é utilizado para registar a aquisição de activos ou o dispêndio de dinheiro, significando uma saída de recursos.
    • O lado do Crédito é utilizado para registar o financiamento da empresa através do passivo ou a entrada de dinheiro, o que implica uma entrada de recursos.
  • De acordo com o saldo das contas:
    • No lado do Débito, o saldo das contas aumenta com os lançamentos a débito e diminui com os lançamentos a crédito.
    • No lado do Crédito, o saldo das contas aumenta com os lançamentos a crédito e diminui com os lançamentos a débito.
  • De acordo com a natureza financeira:
    • A Débito representam as dívidas ou obrigações da empresa para com terceiros, aquilo que a empresa deve pagar no futuro.
    • O lado do Crédito representa as fontes de financiamento ou o capital que a empresa possui, incluindo os rendimentos gerados.
  • Diário:
    • No diário, as transacções são registadas em duas colunas separadas: uma para os débitos e outra para os créditos.
    • A igualdade entre os montantes nas duas colunas é essencial para garantir a exatidão do registo financeiro.

Estas diferenças fundamentais entre débitos e créditos são cruciais para manter um registo financeiro preciso e compreender a posição financeira de uma empresa. A utilização correcta destes conceitos garante que todas as transacções são devidamente registadas e que a igualdade na equação contabilística, que é essencial na contabilidade, é cumprida.

2. O que é a dupla entrada?

A regra das partidas dobradas é um princípio fundamental da contabilidade que estabelece que, para cada transação financeira registada, existem pelo menos dois efeitos nas contas contabilísticas e que o valor total dos débitos (Débitos) deve ser igual ao valor total dos créditos (Créditos). Esta regra garante que a equação contabilística de base se mantém equilibrada.

A equação contabilística é: Ativo: Passivo + Capital próprio.

A regra das partidas dobradas baseia-se na ideia de que cada transação tem um duplo efeito sobre esta equação. Por exemplo, se uma empresa contrair um empréstimo, receberá dinheiro (um aumento do ativo) e terá a obrigação de reembolsar esse empréstimo no futuro (um aumento do passivo).

Para o ilustrar com um exemplo:

  • Transação: Uma empresa contrai um empréstimo de 8.500€.
    • Débito: O ativo (Caixa) é aumentado em 8.500€.
    • Crédito: O Passivo (Empréstimo bancário) é aumentado em 8.500€.
  • Tanto o débito como o crédito somam 8.500€, mantendo assim o equilíbrio nos livros de contabilidade.

A regra das partidas dobradas é essencial porque:

  • Mantém a integridade dos registos contabilísticos: Assegura que existe sempre um registo completo de todas as transacções.
  • Fornece uma estrutura de controlo: Se, em qualquer momento, o total dos débitos não corresponder ao total dos créditos, isso indica um erro na contabilidade.
  • Reflecte a natureza dupla de cada transação: Cada transação afecta pelo menos duas contas, o que ajuda a fornecer uma imagem completa da atividade financeira.

Em resumo, a regra das partidas dobradas é a base da contabilidade moderna e garante que as demonstrações financeiras fornecem uma representação exacta e equilibrada da posição financeira de uma entidade.

Débito e Crédito

3. Componentes do balanço

O balanço é um instrumento essencial da contabilidade financeira que proporciona uma visão global da posição financeira de uma entidade num determinado momento. É composto por três componentes-chave: activos, passivos e capital próprio. Estas componentes são fundamentais para compreender como são financiadas as operações de uma empresa e como são afectados os recursos financeiros.

3.1 Ativo: o que lhe pertence

O ativo é uma das principais componentes do balanço e representa tudo o que a empresa possui e controla. É uma parte crucial da avaliação da capacidade da empresa para gerar valor e cumprir as suas obrigações financeiras. Os activos são normalmente divididos em duas categorias:

  • Activos correntes: Estes são activos que se espera que sejam convertidos em dinheiro ou utilizados a curto prazo, normalmente dentro de um ano. Incluem o numerário, as contas a receber (dinheiro que se espera receber dos clientes), as existências (produtos ou materiais disponíveis para venda) e outros recursos líquidos que podem ser utilizados rapidamente para financiar as operações quotidianas.
  • Activos não correntes: Estes activos têm uma vida útil mais longa e não se espera que sejam convertidos em dinheiro a curto prazo. Incluem propriedades (como terrenos e edifícios), instalações e equipamentos (máquinas, veículos), activos intangíveis (como patentes ou marcas registadas) e outros recursos que contribuem para o funcionamento a longo prazo da empresa.

Uma gestão adequada dos activos é essencial para garantir a liquidez da empresa e a sua capacidade de cumprir os seus compromissos financeiros. Os empresários devem tomar decisões estratégicas sobre o investimento em activos, certificando-se de que equilibram a eficiência operacional com a rentabilidade.

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3.2 Passivo: o que deve

O passivo representa as obrigações e dívidas da empresa para com terceiros. Estas obrigações podem incluir empréstimos, contas a pagar a fornecedores e outros compromissos financeiros. Tal como os activos, os passivos dividem-se em duas categorias principais:

  • Passivo corrente: Estas são obrigações que se espera que sejam pagas a curto prazo, normalmente no prazo de um ano. Exemplos comuns incluem contas a pagar a fornecedores, empréstimos de curto prazo e outros compromissos financeiros a serem liquidados num futuro próximo.
  • Passivo não corrente: Trata-se de compromissos financeiros que têm uma maturidade a longo prazo, geralmente para além de um ano. Podem incluir empréstimos a longo prazo, obrigações em matéria de pensões ou outras dívidas a longo prazo a terceiros.

A gestão adequada do passivo é fundamental para manter a estabilidade financeira da empresa. Os empresários devem estar conscientes das suas obrigações financeiras e garantir que têm capacidade para as cumprir em tempo útil.

3.3 Capital próprio: o seu investimento na empresa

O capital próprio é o investimento dos proprietários na empresa e representa a diferença entre o ativo e o passivo. É também conhecido como o valor contabilístico da empresa. É calculado subtraindo o ativo do passivo.

O capital próprio pode ser dividido em diferentes componentes, tais como capital social, reservas, lucros retidos e outras contas de capital próprio. É importante porque mostra o valor que os proprietários contribuíram para a empresa e como esse valor aumentou ou diminuiu ao longo do tempo.

É essencial para determinar a saúde financeira da empresa e a sua capacidade de resistir a dificuldades financeiras. Um património líquido forte é uma indicação de estabilidade e pode ser utilizado para financiar o crescimento futuro da empresa.

Em resumo, o balanço, constituído por activos, passivos e capital próprio, é um instrumento fundamental para avaliar a saúde financeira de uma entidade. A gestão adequada destes componentes é essencial para tomar decisões financeiras informadas e estratégicas que conduzam ao sucesso a longo prazo da empresa.

4. Como criar um balanço?

O balanço, também conhecido como balanço ou demonstração da posição financeira, é um dos principais relatórios financeiros de uma empresa. Fornece um retrato da posição financeira da entidade num determinado momento, mostrando os seus activos, passivos e capital próprio. Eis os passos para preparar um balanço:

  • Reúna a informação: Antes de começar, certifique-se de que tem toda a informação financeira actualizada e à mão. Isto inclui todos os registos de transacções, contas, livros de contabilidade subsidiários e quaisquer outros relatórios financeiros relevantes.
  • Desenhe o cabeçalho: O cabeçalho deve conter o nome da empresa, o título “Balanço” ou “Demonstração da Posição Financeira” e a data do balanço.
  • Liste os activos: Os activos são tudo o que a empresa possui. São geralmente classificados em:
    • Ativos Circulantes: Aqueles que se espera que sejam convertidos em dinheiro ou consumidos a curto prazo (por exemplo, dinheiro, contas a receber, inventários).
    • Activos não correntes: Aqueles que têm uma vida útil mais longa e não se espera que sejam convertidos em dinheiro a curto prazo (por exemplo, activos fixos tangíveis, intangíveis).
  • Lista de Passivos: O passivo representa as dívidas e obrigações da empresa. Classificam-se em:
    • Passivo corrente: Dívidas e obrigações que se espera que sejam pagas a curto prazo (por exemplo, contas a pagar, empréstimos de curto prazo).
    • Passivo não corrente: Dívidas e obrigações que se vencem a longo prazo (por exemplo, empréstimos a longo prazo, obrigações em matéria de pensões).
  • Determina o capital próprio: O capital próprio representa o investimento dos proprietários na empresa. É calculado como:
    • Capital Próprio: Total do Ativo – Total do Passivo.
    • Também pode ser dividido em componentes como capital social, reservas, lucros retidos e, se aplicável, outras contas de capital próprio.
  • Verifique se o Balanço se encaixa: A soma total dos activos deve ser igual à soma dos passivos mais o capital próprio. Esta é uma manifestação da equação contabilística básica: Ativo: Passivo + Capital Próprio.
  • Verificar e ajustar: Depois de ter listado todos os itens, verifique os números para se certificar de que tudo está registado corretamente. Poderá ter de fazer ajustamentos com base em acontecimentos recentes ou correcções.
  • Finalizar: Quando estiver satisfeito com o balanço, é aconselhável que o mesmo seja revisto por um contabilista ou auditor para garantir a exatidão e a conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis.
  • Apresentação: O balanço é geralmente apresentado como parte das demonstrações financeiras anuais de uma empresa, juntamente com outros relatórios, tais como a demonstração de resultados e a demonstração de fluxos de caixa.

A preparação de um balanço requer rigor e atenção aos pormenores. É essencial garantir que todas as transacções são registadas corretamente e que todas as contas estão actualizadas.

5. Como analisar o balanço das contas?

Uma parte essencial da contabilidade envolve a análise e interpretação dos saldos das contas. Estes saldos fornecem informações valiosas sobre a situação financeira e o desempenho de uma empresa. A análise é frequentemente efectuada no âmbito de um livro razão, que é um registo de todas as transacções financeiras de uma empresa organizadas por contas individuais.

5.1 Coluna de devedores e coluna de credores

No Razão, cada conta tem duas colunas: uma coluna de devedores e uma coluna de credores. Estas colunas são essenciais para registar com precisão as operações financeiras. O seu significado e utilização são explicados a seguir:

  • Coluna do devedor: Nesta coluna, são registadas as transacções que aumentam o saldo de uma conta. Por exemplo, quando uma empresa compra um inventário em dinheiro, o valor desse inventário é registado na coluna devedora da conta de inventário. Esta coluna está associada ao lado do Débito no sistema de contabilidade por partidas dobradas.
  • Coluna do credor: Nesta coluna, são registadas as transacções que diminuem o saldo de uma conta. Por exemplo, quando uma empresa vende um produto a crédito, o valor dessa venda é registado na coluna do credor da conta de Contas a Receber. Esta coluna está associada ao lado do Crédito no sistema de contabilidade por partidas dobradas.
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A utilização destas duas colunas permite manter o equilíbrio no livro razão, pois cada registo na coluna do devedor deve ter um registo correspondente na coluna do credor e vice-versa. Esta relação é essencial para garantir que o registo contabilístico respeita o princípio das partidas dobradas e que o balanço se equilibra corretamente.

5.2 O que são os saldos devedores e os saldos credores?

Os saldos das contas podem ser classificados em duas categorias principais: saldos devedores e saldos credores. Compreender o significado destes saldos é essencial para interpretar a informação financeira de uma empresa:

  • Saldos devedores: Um saldo devedor numa conta indica que o valor registado na coluna do débito é superior ao valor registado na coluna do crédito. Por outras palavras, representa um excesso de débitos na conta, os saldos devedores estão normalmente associados a contas de activos e despesas. Por exemplo, se o saldo da conta de caixa for de 4.250 euros na coluna de débito, significa que a empresa tem 4.250 euros em caixa.
  • Saldos credores: Um saldo credor numa conta indica que o valor registado na coluna credora é superior ao valor registado na coluna devedora. Neste caso, representa um excesso de créditos na conta, os saldos credores estão normalmente associados a contas do passivo e do capital próprio. Por exemplo, se o saldo da conta de fornecedores for de 1.700 euros na coluna credora, significa que a empresa tem 1.700 euros em dívidas pendentes.

A análise dos saldos das contas permite aos contabilistas e empresários avaliar a situação financeira da empresa e tomar decisões informadas. Os saldos devedores indicam normalmente os activos e as despesas, enquanto os saldos credores reflectem os passivos e o capital próprio. A manutenção de um registo exato e equilibrado destas contas é essencial para uma contabilidade rigorosa e para o cumprimento das normas contabilísticas aplicáveis.

6. Erros contabilísticos comuns e como evitá-los

É essencial compreender os erros contabilísticos comuns, em particular os relacionados com o Débito e o Crédito, para poder evitá-los eficazmente.

  • Erros de Débito e Crédito: Um dos erros mais comuns é o registo incorreto das transacções nas colunas de débito e crédito. Para o evitar, é fundamental compreender as regras da dupla entrada e rever cuidadosamente cada lançamento contabilístico. Um equilíbrio adequado entre débito e crédito é essencial para manter a integridade dos registos financeiros.
  • Registos desorganizados: A falta de organização na contabilidade pode levar à perda de informações importantes. A manutenção de um registo geral orden ado e categorizado, com um sistema de numeração adequado para as contas, é essencial para evitar confusões nos Débitos e Créditos. Além disso, as reconciliações regulares garantem que os saldos são exactos e que não existem erros ocultos.
  • Não registar todas as transacções: Omitir o registo de transacções é outro erro que pode levar a discrepâncias nos livros contabilísticos e a desequilíbrios de Débito e Crédito. É essencial registar todas as transacções financeiras, mesmo as mais pequenas, para obter uma imagem exacta da situação financeira e garantir que tudo está corretamente refletido.
  • Não efetuar reconciliações bancárias: A não reconciliação das contas bancárias com os registos contabilísticos é um erro grave. Pode dar origem a um desfasamento entre os saldos bancários e os saldos contabilísticos. A realização de reconciliações periódicas ajuda a identificar e corrigir discrepâncias, assegurando que tanto os débitos como os créditos estão sincronizados.
  • Não atualização dos registos: A não atualização regular dos registos pode levar a informações desactualizadas e a decisões financeiras erradas. É importante registar as transacções assim que estas ocorrem e manter os saldos das contas actualizados.

7. Como pode a gestão contabilística ser melhorada através da tecnologia?

A gestão contabilística sofreu uma transformação significativa com a introdução da tecnologia. As soluções tecnológicas não só tornam a contabilidade mais fácil, como também mais exacta, mais rápida e mais eficiente. O Tickelia, uma solução de gestão de despesas empresariais, tem a funcionalidade de ser integrado no ERP da empresa e permite também um maior controlo contabilístico das notas de despesas.

  • Automatização dos lançamentos contabilísticos: A solução permite distinguir entre os pagamentos efectuados através de salários e os efectuados por transferência bancária. Esta distinção é fundamental para manter registos precisos e cumprir as obrigações fiscais e laborais.
  • Integração bidirecional: Uma das características mais marcantes do Tickelia é a sua capacidade de integração bidirecional com outras soluções tecnológicas, como os sistemas ERP (Enterprise Resource Planning). Esta integração permite que os dados circulem sem problemas entre o Tickelia e outros sistemas, maximizando a automatização dos processos e assegurando a sincronização da informação em todas as plataformas.
  • Gestão de despesas em tempo real: Com o Tickelia, as empresas podem controlar e gerir as despesas de viagem em tempo real. Isto não só facilita a aprovação e o reembolso das despesas, como também proporciona aos gestores e contabilistas uma visão clara e actualizada das despesas da empresa.
  • Redução de fraudes e erros: Ao automatizar a gestão de despesas e ao dispor de um sistema que verifica e valida as despesas, o risco de fraudes e erros é significativamente reduzido. Isto garante que as despesas registadas são legítimas e apoiadas por documentação adequada.
  • Acesso móvel e flexibilidade: As soluções tecnológicas modernas, como o Tickelia, incluem frequentemente aplicações móveis que permitem aos funcionários registar e apresentar despesas em movimento. Isto acelera o processo de reembolso e garante que as despesas são registadas atempadamente.

Em conclusão, a tecnologia revolucionou a forma como as empresas gerem a sua contabilidade e as suas despesas. Soluções como o Tickelia não só simplificam e automatizam os processos, como também fornecem ferramentas para uma gestão mais eficiente e transparente das despesas de deslocação. As empresas que adoptam estas soluções tecnológicas estão em melhor posição para manter registos precisos, cumprir os regulamentos e tomar decisões informadas com base em dados em tempo real.

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Bea Naveros
Redatora de conteúdo na Inology. Licenciada em Publicidade e Relações Públicas pela Universitat Autònoma de Barcelona.
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